vampiros emocionais

| 8 de out de 2009
os vampiros estão de tocaia, mesmo agora, enquanto conversamos. nas ruas em plena luz do sol, sob o tremular azulado das lâmpadas fluorescentes do escritório e talvez até sob as luzes acolhedoras do lar. estão por toda parte, disfarçados em gente comum, até que suas necessidades internas os transformem em feras predadoras.
não é o nosso sangue que eles sugam; é a nossa energia emocional.
não se engane, não se trata dos aborrecimentos cotidianos que fervilham à sua volta como insetos ao redor da luz da varanda, facilmente enxotados com declarações afirmativas e firmes. são as autênticas criaturas das trevas. além de ter o poder de importunar, também nos hipnotizam para nos anestesiar a consciência com falsas promessas até sucumbirmos a seu encanto. os vampiros emocionais nos atraem e depois nos sugam.
a princípio, os vampiros emocionais parecem melhores que as pessoas comuns. são tão inteligentes, talentosos e encantadores como um conde romeno. gostamos deles, confiamos neles, esperamos mais deles do que das outras pessoas. esperamos mais, recebemos menos e, no fim das contas, saímos derrotados. nós os convidamos a entrar na nossa vida e quase sempre só percebemos o erro quando eles desaparecem na noite, deixando-nos exauridos, com dor na nuca, carteira vazia ou talvez coração partido. mesmo assim nos perguntamos: serão eles ou serei eu?
são eles. os vampiros emocionais.
você os conhece? já experimentou seu poder sombrio em sua vida?
já conheceu pessoas que pareciam maravilhosas à primeira vista, mas depois se revelaram o posto? já se deixou cegar por explosões brilhantes de charme que se acendiam e se apagavam como cartazes baratos de néon? já ouviu promessas sussurradas na calada da noite que foram esquecidas antes do amanhecer?
alguém já o sugou completamente?
os vampiros emocionais não se levantam de túmulos à noite. moram ali na esquina. são os vizinhos tão acolhedores e cordiais na sua presença, mas que espalham boatos pelas suas costas. os vampiros emocionais estão no time de vôlei; são os astros do time até que algo se volte contra eles. quando isso acontece, têm acessos de raiva que deixariam envergonhada uma criança de três anos. os vampiros emocionais trabalham nos escritórios; ocupam cargos altos e bem-remunerados, envolvem-se tanto em política e em intrigas mesquinhas que não têm tempo para trabalhar. os vampiros emocionais podem até dirigir uma empresa; são os chefes que fazem palestras sobre outorga de poderes e incentivos positivos, depois ameaçam demitir funcionários pelos mínimos erros.
os vampiros emocionais podem estar à espreita em sua própria família. pense no seu cunhado, o gênio que não pára em emprego algum. e aquela tia quase invisível que cuida de todo mundo, até que doenças esquisitas e debilitantes o obrigam a cuidar dela? será que precisamos falar daqueles parentes tão carinhosos e irritantes que estão sempre pedindo que você faça o que lhe agrada, na esperança de que você agrade a eles?
o vampiro pode compartilhar sua cama, ora como um parceiro amoroso, ora como um estranho frio e distante.

- do livro "vampiros emocionais - como lidar com pessoas que sugam você" de albert j. bernstein, ph.d.

9 comentários:

Ana Luiza Sena disse...

Texto bom demais Rodrigo... li e reli!

Anônimo disse...

Não gostei.

Levou-me a pensar nas pessoas que acreditam ser invejadas por muitas. Sofrem muito (e se sentem enfraquecidas, reputando o enfraquecimento aos vampiros: elas vampirizam a si mesmas e culpam as outras).

O mesmo ocorre com quem vê vampiros em diversas pessoas ou circunstâncias.

O problema está nos olhos de quem vê, não no coração de quem sente (inveja, por exemplo).

Detestável.

Ana ® disse...

E o pior que pessoas assim é o que mais tem... =/

Gostei do blog, voltarei!


P.S. Da comu Good writting is sexy!

Anônimo disse...

Para o anônimo que não gostou: desculpe, mas voce nunca foi assediado por uma pessoa vampira. Infelizmente é tudo o que acima está descrito e um pouco pior... Eles realmente existem, são diferentes daquela amiga invejosa que quer teu marido ou da sogra ciumenta.... ou do "olho gordo", por onde eles passam as coisas morrem, nada mais cresce por mais que voce tente cultivar... voce realmente fica doente fisicamente e achando que a culpa é sua... conseguir identificar uma pessoa vampírica é dificílimo, e quando identificada voce descobre que não tem como se livrar desta pessoa, a não ser por um preço muito alto a ser pago, ainda sim, pagando pelo resto da vida os juros infindáveis..... porque eles nem à distância te soltam... pois necessitam da SUA energia vital para poderem continuar vivos. E, sinceramente... duvido até mesmo que haja cura para o corpo, espírito ou emocional da pessoa assediada por um vampiro.

Maria da Graça

Anônimo disse...

Gostei muito desse texto. "Para o anônimo que não gostou: desculpe, mas voce nunca foi assediado por uma pessoa vampira." -2 rsrsrs Passei por isso durante alguns anos. No começo era uma pessoa super engraçada, ouvia todos os meus problemas, estava sempre do meu lado... Mas com o tempo ela se mostrou uma pessoa ciumenta, me isolou de todos, eu deixei de falar com os meus antigos amigos, meus pais percebiam o que estava acontecendo, me falavam que ela não era minha amiga - estava me fazendo mal, mas eu fiquei cega! Eu não tinha tempo pra mais nada, ela pegou toda a minha atenção. Eu nem me reconhecia mais. Toda vez q eu falava com alguem ela tinha acessos de raiva, ficava sem falar comigo. Depois disso vinha falar cmgo como se nada tivesse acontecido. Enfim, eu fazia tdo pra agradar ela, fiquei complexada. Tentei falar algumas coisas, mas não tem nem como explicar isso, só qm ja passou por uma coisa dessas para me entender mesmo.

Anônimo disse...

É complicado discordar da existência do vampirismo emocional quando se é vítima dele.
Uma vizinha minha se aproximou de mim quando me viu precisar de ajuda para cuidar da minha filha no pós parto. Reonheço que precisei, mas, ela sorrateiramente, conseguiu me afastar das pessoas (confiando apenas nela), inclusive criando contendas entre pessoas que selecionei para cuidar da minha filha posteriormente pra que eu ficasse "NAS MÃOS DELA", como aconteceu durante muito tempo.
Quando melhorei do estado de carência, comecei a perceber que eu estava ficando como ela, UMA MERA DONA DE CASA, batendo ponto entre minha casa e a dela, como se o mundo nao existisse. Até o dinheiro que eu pagava a babá, passei a pagar a ela, até que me senti sufocada e dar meus prmeiros passos para independencia. coloquei minha filha numa creche em periodo integral e prercisar dela para as minimas coisas. Fui cortando aos pouquinhos seus acessos aqui em casa, inclusive sem atender à porta quando ela chamava, e depois inventava q estava dormindo, que não vi, em fim... FOI DIFÍCIL! Hoje voltei a estudar, pois ela nem os filhos ficam vindo, observando o que estou fazendo, o que comprei, o que consertei, tecendo comentarios boqueabertos para momentos depois quebrar, funcionar mal, ou, no meu caso, desanimar e parar com tudo.
Dia desses ela me disse que eu estou mais difícil que Dilma Russef. Conversamos um pouco na quadra quando minha filha brincava de bicicleta e eu NAO DEI ESPAÇO para ela perguntar a respeito da minha vida. Sei que ela está doida pra saber e anda se queixando que eu A DEIXEI DE LADO.
Posso dizer que minha vida começou a andar agora e nao vai parar porque, ha pessoas que se aproximam de vc, se servem, porque quer te manipular depois com suas carencias e necessidades, porque FAVOR NAO TEM PREÇO.
Servi essa vizinha muito tempo. Era surpreendida constantemente com pedidos de dinheiro emprestado que o fazia, mesmo sem poder, porque me sentia em DÉBITO COM ELA O TEMPO TODO. CHEGA!
Hoje ela assedia outra mãe que mora no prédio dela e espero que ela esteja satisfeita com essa CÓ-DEPENDENCIA, porque é isso que ela era, CO-DEENDENTE DE MIM e isso eu não permito mais.

stesteves disse...

Muito fraco. Escreveu muito e não disse nada.

stesteves disse...

Muito fraco. Escreveu muito e não disse nada.

Mila Darkeness disse...

Talvez o autor do blog devesse pesquisar melhor sobre o que de fato são os vampiros. Existem sociedades secretas vampíricas com valores éticos sérios, e o vampirismo real não é algo que agente possa se livrar. Se quiser entender sobre o verdadeiro vampirismo dá uma passada no blog http://sangrealvamps.wordpress.com

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