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musicaestranhapragenteesquisita.

| 31 de jul de 2009
k-os. dave matthews band. florence and the machine. jason mraz. empire of the sun. james morrison. amel bent. john mayer. alicia keys. marvin gaye. afro cuban all star. maxwell. o rappa. esthero. the cat empire. adele. gnarls barkley. sara bareilles. kt tunstall. the script. joão bosco. orishas. citizen cope. marc broussard. kings of convenience. passion pitt. raul midon. bob dylan. solange. nelly furtado. feist. michael jackson. joão gilberto. guillemots. u2. lenine. brett dennen. sufjan stevens. emi hinouchi. buena vista social club. george benson. santana. led zeppelin. jimi hendrix. stivie wonder. elvis presley. stanley jordan. arturo sandoval. ray charles. etta james. ella fitzgerald. duke ellington. louis armstrong. tito puente. mozart. ingrid michaelson. loquat. mgmt. the killers. the kooks. kings of leon. dent may & his magnificient ukulele. zee avi. the noisettes. aimee mann. doves. eric benet. bon iver. jamie lidell. cat power. india arie. bliss n eso. jehro. diam's. tristan prettyman. bitterswett. presuntos implicados. city and colour. port o' brien. toranja. rosa passos. luther vandross. tim maia. travis. julieta venegas. johnny cash. björk. stereophonics. michael buble. natasha bedingfield. browstone. gilberto gil. the corrs. radiohead. bat for lasches. the temper trap. stornoway. the sleepy jackson. pnau. frankmusic. tom jobim. marina and the diamonds. golden silvers. melanie fiona. vv brown. tim maia. randy crowford. paolo nutini. ani difranco. elis regina. eva cassidy. diana krall. loudon wainwright. eddie vedder. djavan. tim reynolds. arnaldo antunes. neil young. bebe. the cure. keane. luka bloom. kate bush. ala dos namorados. sheryfa luna. basement jaxx. basia. annett lousian. cat power. lily allen. jamie cullum. sara tavares. the do. psapp. jamiroquai. kerli. modest mouse. tito puente. colin hay james. peter gabriel. the sundays. whitney houston. tears for fears. the beatles. dulce pontes. ibrahim ferrer. cristopher cross. legião urbana. sting. kate nash. miles davis.
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orkut

| 29 de jul de 2009
o orkut é composto por meninas que tiram fotos fazendo biquinho em frente ao espelho do quarto. e de gente colorida, cheia de frescura, que arranca frases de uma poesia qualquer de algum escritor consagrado, pra encher linguiça na descrição do perfil. o orkut é recheado de comunidades que não dizem nada, com fotos de bebês obesos e tópicos estúpidos. de gente popular mal humorada, que fica enfurecida quando são adicionados por desconhecidos que não deixam mensagem na sua página de recados. o orkut é terra de gente que não consegue tirar uma foto três por quatro sem aquele retoque mirabolante de algum programa de edição de imagens. de pseudointelectuais que frequentam comunidades de escritores que todo mundo conhece e ninguém leu. de gente gorda que tira foto de perfil escondendo o corpo. e de gente que não tem muita coisa pra dizer e que se limita dizendo que se descrever é para os fracos. o orkut é a plataforma para que as meninas mais ou menos possam fazer pose de modelo. para que quase famosos possam exibir a sua rede social com quatro perfis diferentes, suas centenas de comunidades e suas milhares de fotos. para que pessoas sem muita coisa pra fazer possam enviar as suas mensagens que tomam metade da tela da página de recados, com aquelas imagens cafonas.
o mundo é divido entre as pessoas que tem orkut e as pessoas que não tem orkut. o orkut é uma espécie de identidade virtual. aonde as pessoas se sociabilizam. e trocam experiências. e se comunicam. e compartilham coisas. e então, gente que a gente não vê há um tempão aparece do nada. e músicos independentes conseguem mostrar o seu trabalho. e escritores de gaveta publicam as suas coisas. e a gente descobre um universo de pessoas sozinhas em frente à luz do monitor de seus computadores.
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MEMÓRIAS DE INFÂNCIA

| 28 de jul de 2009
quase todos os anos, durante as férias escolares, meu pai levava eu e a mãe pra passar uns dias em tubarão, uma cidadezinha ao sul de santa catarina, aonde ainda mora praticamente toda a família da minha mãe. durante a viagem ele parava num posto de gasolina qualquer e comprava uma coxinha e uma coca cola pra gente, e a viagem parecia não ter a menor graça se aquilo não acontecesse. se eu fechar os olhos ainda consigo me lembrar do gosto daquele frango morto, desfiado, dançando dentro da minha boca, e de como o cheiro da coca cola me deixava enjoado. a gente chegava em tubarão e eu me impressionava com o tamanho do rio que corta a cidade. meu pai sempre contava a história da enchente de setenta e quatro, e de como o rio havia desabrigado mais de noventa por cento da população naquela época. e de como aquilo havia afetado a família da minha mãe.
o meu avô ficava sentado numa cadeira de balanço, esperando a gente na varanda de casa. e quando o nosso carro chegava ele sempre apertava o botãozinho do controle pra abrir o portão eletrônico, e saudava a gente perguntando como havia sido a viagem. o pai sempre dizia que havia sido tranquila, e que tinha pouco movimento na estrada. e então a minha avó aparecia com aquele ar frágil de velha adoecida e cumprimentava a gente com um beijo sereno no rosto.
eu me sentia livre em tubarão. livre porque eu podia pegar a bicicleta da minha prima e correr por toda cidade. eu adorava aquela sensação do vento batendo na cara quando descia a ruazinha da catedral. e eu adorava ainda mais o barro que ficava na sola do pé quando ia jogar bola com o pessoal da redondeza. às vezes a gente reunia os primos no quarto da vó, fechava a porta, desligava as luzes, e brincava de gato mia, que era uma espécie de esconde-esconde no escuro. a gente se divertia à beça naquele tempo!
a cidade continua no seu mesmo lugar. de pé. com as suas ruas pequenas, e os seus carros velhos, e as suas meninas atraentes. pouca coisa mudou desde então. eu ainda me lembro do dia em que fui ao estádio assistir a um jogo de futebol ao lado do meu avô. e de como ele ouvia ao jogo num radinho de pilha, como um daqueles velhos torcedores. eu ainda me lembro de quando uma menina, dessas com seus dez ou onze anos, pediu a minha mão em namoro pra minha mãe, e de como eu fiquei envergonhado naquele dia, porque afinal eu ainda nunca havia beijado ninguém, e porque as mulheres.. bem, você sabe! as mulheres sempre foram o meu ponto fraco. e eu ainda me lembro dos trotes, e das piadas, e dos campeonatos de video game, e das brincadeiras, e dos pés de jabuticaba, e de como era bom estar com aquelas pessoas naquela cidade. tubarão continua intacta na minha memória. pra sempre. como um oasis da minha infância.
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porque eu ainda sou aquele moleque magrelo

| 21 de jul de 2009
hoje eu acordei tarde, como de costume nesses últimos dias. a madrugada é realmente encantadora e eu não consigo me livrar nem dela, e nem dessa carência. em todo caso tem um sol lá fora. e eu até gostaria de olhar pra ele pela janela do meu quarto pra poder me sentir melhor. mas eu não tenho janelas no meu quarto.
amanhã eu volto pra casa - embora cada vez mais eu me sinta como se não pertencesse a lugar algum. a vontade que tive nessas últimas horas foi de abandonar tudo e de, quem sabe, seguir a estrada como um mochileiro qualquer. sem rumo. pedindo carona para caminhoneiros. conhecendo pessoas e lugares. talvez o kerouac me entendesse.
eu ainda sou aquele menino que tem dentro de si todos os sonhos do mundo. eu continuo apaixonado pelas músicas, e pelos livros, e eu ainda gosto do cheirinho de pipoca que fica nos dedos quando a gente vai ao cinema. eu continuo sendo aquele menino que brincava de lutinha com o pai nas tardes de sábado. e que se emocionava com aquele show do caetano e do gil de noventa e três, que a gente tinha gravado em vhs, e que o meu pai colocava no video cassete pra ouvir nas manhãs de domingo, enquanto a mãe preparava a maionese. eu sou o mesmo menino que fugia das aulas de matemática pra namorar com os livros na biblioteca, e que dizia não ter nascido para o exato, e sim para o infinito. e que tinha vergonha das meninas, porque elas eram tão sensíveis! e tão puras! e tão meigas! e eu ainda sou aquele moleque magrelo que jogava bola chutando pedrinhas, com os outros moleques magrelos da minha idade. e que tinha vergonha porque o pai me levava e me buscava todo dia do colégio, e eu pedia pra ele ficar me esperando na esquina.
eu nasci menino. e vou morrer menino.
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suicídio

| 19 de jul de 2009
eu só queria coragem. era só isso que eu queria. coragem pra abrir a porta do meu quarto, caminhar pelos corredores da pensão, sair pelas ruas de são paulo e me jogar de algum lugar. mas toda vez que eu penso nisso aparece a imagem do meu pai fumando em frente ao portão de casa e da minha mãe deitada no sofá com dor no fígado. eu queria coragem pra poder pular só pra ter aquele vento batendo no rosto, e sentir pulsar algumas gotas de adrenalina na altura do meu rim. mas eu tenho medo de me arrepender durante a queda, no meio do caminho. porque eu vivo uma saudade de um tempo que ainda não vivi. saudade de todas essas pessoas espetaculares que um dia eu poderia conhecer, e que ainda não cruzaram o meu caminho. e de todos os lugares que eu poderia ter visitado, que ainda não fui.
ainda assim, de vez em quando me pego imaginando como seria o meu velório, caso pular de um precipício não fosse um grande problema. e também fico me perguntando se o meu pai teria grana pra poder me enterrar, e se minha mãe iria me perdoar por uma atitude tão egoísta como essa. eu fico pensando também na quantidade de familiares, e amigos, e conhecidos, e curiosos que poderiam aparecer no meu velório. e poderia jurar quer iria aparecer mais gente nesse dia, do que em qualquer outra celebração que eu possa ter feito na minha vida.
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obrigado são paulo

| 15 de jul de 2009
obrigado são paulo. obrigado por ter me tornado homem. um dia eu sonhei com você. eu ainda era um menino nesse tempo. e nesse dia eu sonhava que estava parado num canto. sozinho. e tinha muito medo porque não conhecia ninguém. parado no meio daquela multidão. e você estava me esperando. você sempre esteve me esperando. eu olhei pra você e disse que a gente ainda ia ser felizes juntos. e você sorriu pra mim. obrigado por fazer eu sonhar tanto sobre todas essas coisas que só você seria capaz de me dar e que eu não pude conquistar. e obrigado por ter tirado de mim as coisas que eu tinha antes de te conhecer. obrigado são paulo. porque você acabou com a minha reputação e fez com que eu deixasse de acreditar em tudo aquilo que eu acreditava. porque você me roubou. e porque você fede. e mesmo você sendo essa ladra filha da puta que não vale nada, ainda assim eu amo você. obrigado são paulo. por ter feito eu conhecer algumas poucas pessoas que me fizeram bem. elas tentaram mudar essa visão amarga que eu adiquiri com o tempo das coisas e das pessoas. e obrigado também por fazer com que eu desista delas. obrigado são paulo. por ter me apresentado tanta gente malvada. por todas essas pessoas que atravancaram o meu caminho. que me disseram aquelas coisas todas que você pode ouvir tão de perto. e que estarão rindo do meu fracasso, assim que eu voltar e pegar as minhas coisas de volta. obrigado são paulo. porque você me tornou um cidadão do mundo com todo esse seu ar cosmopolita. e porque você me mostrou que o mundo é um lugar triste e sem esperança. obrigado são paulo.
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improvisar é preciso.

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a arte de conquistar coisas simples

| 14 de jul de 2009
ah! eu queria poder colocar a culpa na sociedade, sabe? dizer que o homem é fruto do seu meio e todas aquelas coisas políticas e cheias de bla bla bla que as pessoas costumam dizer. mas eu acho que o problema tá comigo mesmo. afinal de contas eu criei um universozinho particular e aqui aonde eu moro só chove! eu ando no meio da multidão todos os dias, e as pessoas desfilam apressadas com as suas pompas aristocráticas, e a vontade que eu tenho é a de me sentir só mais um ali dentro. de passar despercebido indo pro trabalho, voltando pra casa, casando, tendo filhos, essas coisas todas. eu não queria precisar desses livros de filosofia, como se eles fossem um manual que me orientasse a seguir o caminho. na verdade a vontade que eu sinto é a de rasgar aqueles livros do fante, porque ele é um sentimentalóide filha da puta que me corrompeu com a sua sensibilidade. em todo caso eu amo tanto ele que queria poder abraço-lo. queria também poder dizer pro bandini não se esquentar por causa da camila. que as mulheres vão e vem. e que a vida é assim mesmo.
eu sou uma pessoa complicada que gosta de coisas simples, como estourar bolinhas naqueles sacos plásticos de embrulho e de leituras embaixo de árvores em tardes de verão. às vezes (só às vezes) a única coisa que eu queria desse mundo era de encontrar pessoas mais parecidas comigo, e se não fosse pedir demais eu gostaria também de poder me sentir apaixonado de novo, como era secretamente por todas as garotas no meu tempo de infância. eu queria poder gritar baixinho pro mundo que tem alguém, dentre essas seis bilhões de pessoas que estao aí fora, que cuida de mim e que se preocupa quando eu bebo demais ou quando eu fico amargo, como em momentos iguaizinhos a esse. a minha mãe reza por mim todos os dias, ajoelhada num cantinho do quarto dela, com um rosário na mão, a bíblia aberta numa página qualquer. mas não é dela que estou falando. bem. você sabe. às vezes penso que o que eu mais preciso nessa vida é de uma trilha sonora e de uma mulher que olhe nos meus olhos e diga - "eu entendo, benzinho. eu entendo".
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nasce uma estrela

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nasce uma estrela. o nome dela é florence welch. uma inglesinha de vinte e dois anos que acaba de lançar o primeiro álbum de sua carreira, há exatos oito dias, e já alcança o segundo lugar das paradas britânicas (perde apenas para michael jackson, por questões óbvias).
florence and the machine estourou ao lançar algumas músicas na grande rede através da sua página no myspace, e em shows alternativos patrocinados pela rede bbc. o feito foi suficiente para que a talentosa menina de londres e seus amigos abocanhassem o prêmio da crítica no brit awards 09. "lungs", logo se tornaria no álbum mais aguardado do ano.
a ruivinha tem uma voz poderosa. uma mistura de kate bush com björk, annie lennoux, e adele. de qualquer maneira eu cometeria a heresia de dizer que ela é melhor do que todas essas, sem ficar com a consciência pesada.
do álbum eu poderia listar pelo menos quatro músicas que ficarão para a eternidade - 'rabbit heart (raise it up)', 'dog days are over', 'howl' e 'cosmic love'. florence and the machine ilumina o meu dia como janelas abertas em dias de sol.

ps: seus dias estão contados amy winehouse!



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LIMPE BEM OS OUVIDOS ANTES DE OUVIR

| 10 de jul de 2009
os 10 álbuns que mais influenciaram a minha educação musical.

1] K-Os - Atlantis Hymns for Disco (2007)
o álbum de uma vida inteira.
escrevi sobre esse cara há um tempo atrás. e é realmente muito difícil a gente falar sobre alguém que a gente ama tanto, sem cair em alguns clichês, e se empolgar um pouco em algumas frases, e se emocionar com algumas boas lembranças. o fato é que k-os nasceu a frente do seu tempo.
atlantis hymns for disco é um tutorial sobre como fazer um álbum de música negra sem deixar cair a peteca.
pense bem antes de ouvir - the rain, born to run, black Ice - hymn for disco.

2] Dave Matthews Band - Listener Supported (1999)
dave matthews band é a maior banda do mundo. ponto.
gostaria de deixar registrado também o meu desejo que a música #41 tocasse no meu velório. ela é a música da minha vida. se não fosse pedir muito, escolham a versão ao vivo do listener supported. dave matthews é perito em concertos para grandes multidões. já lançou um milhão de discos duplos e triplos em arenas, e parques, e estádios espalhados pelos estados unidos. mas se podesse escolher um álbum que sintetizasse sua carreira seria esse. pelo repertório, pela engenharia de som, pela inspiração dos músicos.
pense bem antes de ouvir - #41, Crash Into Me, The Stone.

3] Jason Mraz - We Sing. We Dance. We Steal Things. (2008)
jason mraz cresceu. acompanho a carreira desse menino desde muito cedo, quando ele ainda abria os shows da dave matthews band, com seu inseparável amigo toca rivera.
comentei no blog sobre como we sing. we dance. we steal things. foi concebido, e de como particularmente ele preenche alguns espaços em meu playlist diário. a propósito, o dvd tonight not again que acompanha a edição limitada norte americana é impecável.
pense bem antes de ouvir - details in the fabric, the dynamo of volition, make it mine.

4] Afro Cuban All Star - A Toda Cuba Le Gusta (1997)
o guitarrista ry cooder viajou à havana em 96 para tentar resgatar alguns nomes do cenário local para produzir um disco, depois de décadas de censura do governo castro. o resultado foi documentado pelo diretor alemão win wenders através do filme buena vista social club e rodou pelo mundo.
a toda cuba le gusta é o álbum de estréia do grupo afro cuban all star, projeto paralelo produzido pelos mesmos músicos do buena vista, e abriu as portas para que o cenário latino americano pudesse invadir o meu universo musical.
pense bem antes de ouvir - classiqueando com ruben, fiesta de la rumba, los sitios asere.

5] Esthero - Wiked Lil' Grrrls (2005)
jean-bea ainda era uma menina de dezesseis anos, quando se mudou de sua cidadezinha no interior do canadá para tentar a carreira musical em toronto, e então conheceu o multi instrumentista martin mckinney, ou simplesmente doc, que abraçaria o seu sonho e lhe transformaria em esthero.
como um prato wikked lil' grrrls, seu segundo álbum, mistura hip hop com jazz, ao molho de um r&b e algumas pitadas de ska. esthero não tem medo de fazer uma salada musical, que sussurra em nossos ouvidos como um deleite afrodisíaco.
pense bem antes de ouvir - we r in need of a musical revolution, everiday is a holiday whit you, wikked lil' grrrls.


6] O Rappa - O Silêncio Que Prece O Esporro (2003)
o silêncio que precede o esporro é uma peça musical feita pela maior banda da história da música brasileira. tom capone e o grupo carioca preenchem cada espaçozinho do álbum com muita melodia e lirismo, em arranjos desafiadores. tive a oportunidade de acompanhar o show da banda na turnê do álbum. desde o primeiro acorde não há equívocos.
o rappa apresenta uma qualidade musical inquestionável. seja na engenharia de som de seus álbuns, na produção de seus shows, na composição de suas músicas ou nas filmagens de seus video clips. mas sem dúvida o silêncio que precede o esporro é seu trabalho mais maduro.
pense bem antes de ouvir - linha vermelha, óbvio, o salto.

7] Empire Of The Sun - Walking On A Dream (2008)
talvez eu ainda demore algum tempo pra tentar entender a importância de empire of the sun para a música. o duo australiano, formado por luke steele (ex integrante da banda the sleepy jackson) e nick littlemore (do grupo pnau) impressiona. walking on a dream, lançado a pouco tempo, é o debut da dupla e está arrancando elogios rasgados da crítica. o som é único. futurista, como se pertencesse à trilha sonora de um filme de ficção científica feito em outro planeta!
pense bem antes de ouvir - walking on a dream, standing on the shore, we are the people.

8] Nelly Furtado - Folklore (2003)
folklore é o álbum mais alternativo (e, por sinal, o menos vendido) de nelly furtado. depois de estourar com whoa, nelly! três anos antes e de faturar o grammy com o single like a bird, a cantora canadense que, assim como esthero, havia se mudado para toronto ainda adolescente para tentar música pois era "..o lugar onde se encontra tudo, onde se pode ser tudo", apresenta a fase mais madura de sua obra, resgatando alguns estilos de suas origens portuguesas.
(loose, seu álbum posterior, apesar de ter conseguido alcançar o topo das paradas de sucesso pelo mundo, representa o lado promíscuo (!) de uma carreira, até então, com muita identidade musical.)
pense antes de ouvir - one-trick pony, fresh off the boat, childhood dreams.

9] Alicia Keys - Songs In A Minor (2001)
alicia keys (cantora e pianista de mão cheia) é a imagem do r&b dessa década. songs in a minor é o debut de uma carreira que vendeu, até então, mais de trinta milhões de discos e já faturou dez grammys. a menina, que nasceu na periferia de nova iorque, e que, na minha humilde opinião, se tornou em uma das mulheres mais lindas do mundo, aprendeu a tocar piano desde muito cedo, influenciada por sua mãe. o álbum foi um arrasa quarteirão pra crítica especializada (que tratou de comparar alicia a grandes ícones do soul norte americano) e pro público (songs in a minor ainda é seu grande sucesso comercial, com mais de doze milhões de cópias vendidas).
pense bem antes de ouvir - butterflyz, a woman's worth, fallin'.

10] John Mayer - Room For Squares (2001)
room for squares é o primeiro álbum do cantor norte americano john mayer, e seu trabalho mais cool. curiosamente john, que já passou por diversas fases ao longo de sua carreira, utiliza muito pouco sua guitarra no álbum de estréia - john mayer é um dos maiores guitarristas do mundo. mas, ainda assim, particularmente vejo em room for squares seu lado mais bacana.
o álbum lhe renderia o grammy de melhor performance vocal por your body is a wonderland, hit que embalou boa parte da minha adolescencia. mayer tem altos e baixos em sua carreira, mas esse é um álbum que não pode ser esquecido.
pense bem antes de ouvir - your body is a wonderland, neon, st. patrick's day.
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blumenau

| 1 de jul de 2009
sim ou não. tanto faz. as minhas perguntas continuam sem respostas. eu ando pelas ruas de blumenau, e vejo gente loira de olho azul andando por todos os cantos. e às vezes, principalmente em fins de tarde como os de hoje, cheio de nuvenzinhas pretas no céu, eu me sinto como se estivesse em algum lugar longínquo ao sul da baviera. talvez, se eu tivesse nascido com os olhos azuis o rumo da minha vida fosse outra.
ontem fui à aula de antropologia e dinâmica de grupo, ministradas pelo meu irmão. e em alguns momentos, principalmente naqueles em que os alunos levantavam as suas mãos e faziam perguntas a respeito de um monte de coisa, a vontade que eu tinha era a de levantar a minha também, e vomitar esses pontos de interrogação que machucam o meu estômago em noites de sono.
meu irmão disse que eu preciso de psicoterapia. talvez eu precise mesmo.